terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Sobre regras e aprendizagens no trânsito

Sem dúvidas andar de bike nas ruas de uma cidade é uma experiência inovadora. Falo isto porque uma coisa é você circular de ônibus ou de carro e outra é de bike, pelo menos em termos de perspectiva, de conhecer a cidade sob outros prismas... A gente passa a ver coisas que não viria se estivesse de carro e experimenta a cidade de um jeito novo, diferente. 
E essas experiências novas remetem até mesmo a questão do trânsito, das regras do trânsito, ao respeito para com os demais e também como o ciclista é ou não respeitado.
Sobre esse ponto de respeitar e ser respeitado gostaria de dizer que aprendi o quanto é importante que o ciclista não só lute por seus diretos e que se faça respeitado no trânsito, mas que também ele, o ciclista, lute para o respeito, respeitando as regras de condução e de convívio no trânsito.
Nesse sentido, destaco algumas coisas muito simples, mas que são fundamentais para o bom exemplo:
- não andar na contra mão (menos sempre que possível);
- respeitar a sinalização dos semáforos (usando o bom senso, é claro);
- entender que o ciclista não é a parte mais vulnerável - existe o pedestre, por exemplo!
- saber esperar alguém que está na frente, ter paciência e não reproduzir, na bike, as loucuras do volante;
- e acima de tudo, curtir o percurso;

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Fotos em pedal: flagras "de-espero"

Eis aqui alguns flagras registrados hoje quando pedalava em direção ao Cais do Remanso Velho (cidade tragicamente inundada pelo ambicioso projeto hidroelétrico da CHESF, quando construiu o Lago do Sobradinho - até pouco tempo atrás, o maior lago artificial, em espelho d'água, do mundo - não que devamos ter orgulho disso, mas que possamos refletir...)
O que me chama atenção é vastidão do nada que emerge. Ao chegar na beira do cais, a ventania me balançava e lançava areia, me impedindo de enxergar direito. Fiquei a meditar sobre aquele deserto... Será esse o destino disso tudo? Será aqui o começo da cova do Velho Chico? 
Ainda no pedal, via os carros pipas passando... uma trava do cano de água aparentemente sem uso e um novilho morto, apodrecido e sendo comido por outros bichos. 
Via ainda caminhões pipas passando para um lado e outro. Dizem que a despesa com o combustível está altíssima para a prefeitura (não só em relação aos caminhões, mas também no que diz respeito a bomba que draga água, cada vez mais longe, para abastecer a cidade de Remanso).
Uma garrafa plástica de água mineral na beira da estrada me chamou atenção. A água presa, engarrafada, pura, límpida, mas presa, não disponível... Um anúncio, um sinal, do comércio da água? Um alerta do que estar por vir, ou seja, a privatização desse bem humano?
Ao lado de tamanha "devastação" havia traços do nosso tempo: lixo. Lixo em plásticos, em sacos, embalagens coloridas e cintilantes, mesmo que já desbotadas pela ação do sol, revelam o modus operandi de uma civilização. Fico a imaginar cientistas arqueólogos desvendado os segredos do nosso tempo ao reencontrar tais vestígios a mil anos lá frente. O que diriam? Como nos avaliariam? O que pensariam do nosso modo de vida?
Flagras de morte, de réstias de vida resistindo, de desesperos, de espero, de esperanças.. quiçá! Teremos ainda tempo?






























terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ação para não ciclistas (by bike anjo)

O Bike Anjo vem sempre buscando novas formas de mobilizar mais pessoas por meio da bicicleta e no nosso 1º Encontro Nacional do Bike Anjo em 2014 (ENBA-2014) surgiu a ideia de fazermos uma ação direcionada a um público para o qual o Bike Anjo geralmente não faz ações diretas, que denominamos de “não-ciclistas”. São motoristas profissionais (de táxi, ônibus, vans e caminhões) ou não e motociclistas que, apesar de toda sensibilização sobre o uso e a qualidade da bicicleta como meio de transporte não podem/conseguem usá-la como meio de transporte.
A segurança de quem pedala tem relação direta com quão visível para os motoristas essa pessoa é. No entanto, as pessoas que não estão com o pensamento conectado de alguma forma com o uso da bicicleta tendem a não “enxergar” as bicicletas nas ruas. Isso é um fato, que inclusive já foi objeto de diversos estudos na área da psicologia. As pessoas tendem a ignorar inconscientemente tudo que não está relacionado de alguma forma com a sua realidade. É muito comum as pessoas que decidiram começar a pedalar recentemente relatem que antes “nunca tinham percebido como havia tantas bicicletas nas ruas”. Também é comum nos casos de acidentes envolvendo veículos motorizados e bicicletas os motoristas afirmem que não viram a bicicleta.
Essa ação tem a intenção de, mostrar a esse motorista “não ciclista” que o usuário de bicicleta pode e deve estar nas ruas, de tornar o ciclista visível aos olhos desse público e de mostrar que a nossa presença trás benefícios para toda a cidade inclusive pra ele.
Abaixo podemos listar alguns benefícios do uso intensivo da bicicleta como modal de transporte que podem ser compartilhados também por quem não usa a bicicleta:
– Uma bicicleta na rua pode ser um carro a menos ou uma pessoa a menos usando o modal coletivo de transporte já tão sobrecarregado nas grandes cidades, a bicicleta melhora a mobilidade de todos;
–O uso da bicicleta em grande escala como modal de transporte comprovadamente torna as ruas mais seguras para todos, inclusive para os pedestres, quanto maior o número de bicicletas na rua, mais visíveis elas se tornam;
– Cidades com alta taxa de utilização da bicicleta tem uma grande redução de emissão de gases poluentes e com consequente melhoria na qualidade do ar. Em São Paulo, a poluição mata indiretamente vinte pessoas por dia, agravando e acelerando problemas como infarto, acidente vascular cerebral, pneumonia, asma e câncer de pulmão. E 90% das emissões de poluentes em São Paulo é causada pelos veículos automotores;
– A produtividade no trabalho de quem usa a bicicleta como transporte aumenta, em decorrência da melhora do humor e da diminuição do stress. A cabeça tranquila permite um melhor julgamento em situações críticas;
– Quem está de bicicleta não coloca vidas em risco, pois a bicicleta trafega a velocidades mais próximas a escala humana e é mais leve que os outros veículos oferecendo menor risco em caso de acidentes. Já os motorizados são responsáveis por mais de 50 mil mortes e 153 mil internações no SUS por ano no Brasil (número de mortes no trânsito – Mapa da Violência 2013)
– A atividade física regular previne doenças cardíacas e AVCs, hipertensão, ajuda a controlar o diabetes, aumenta a resistência aeróbica, reduz a obesidade, ativa a musculatura de todo o corpo, diminui a ocorrência de doenças crônicas, faz bem para a saúde do idoso e aumenta o tempo de vida. Todos esses benefícios para a  saúde do usuário desse modal, vão significar um menor uso do SUS ajudando a desafogar o sistema e reduzindo a despesa para os cofres públicos, mais um benefício para toda a sociedade.
Por estas e outras razões, essa campanha proposta se mostra mais que oportuna e tem como objetivo principal produzir conteúdo, materiais e instrumentos que possam ser usados no convencimento dos “não-ciclistas” de que a presença dos ciclistas nas ruas só trás benefícios para toda a cidade e por isso eles não devem ser só respeitados mas a sua presença deve ser estimulada. Esses materiais devem ser um facilitador para que toda a rede Bike Anjo possa replicar essa ação localmente ou para que as empresas que possuem “não-ciclistas” possam ser capacitadas.
http://bikeanjo.org/2015/08/18/acao-para-nao-ciclistas/

terça-feira, 21 de julho de 2015

Bike vida mansa


Por estes tempos tenho curtido a bike de maneira mais slow. Entre uma pedalada e outra aproveito os pequenos passeios pela redondeza, ou melhor, pelas margens do Velho Chico. Então só para dizer um "olá" aos amigos que acompanham este blog, seguem duas fotos e também o anúncio de que, em breve, estarei firme e forte em novas aventuras!






quinta-feira, 14 de maio de 2015